Glossário da Cachaça – Prosa & Viola

“E indo eles pelo caminho, duradamente se avistava o Morro da Garça, sobressainte.(…) Aí, quando chegavam no topo de alguma ladeira e espiavam para trás, lá viam o Morro da Garça – só – seu agudo vislumbre.”

João Guimarães Rosa, em “O Recado do Morro”

O Glossário da Cachaça começa a sua aventura em Minas no sertão roseano, mais precisamente no centro geográfico do Estado, no município de Morro da Garça. É nesta região que nasceu a cachaça Prosa & Viola, do engenheiro e produtor rural José Antônio de Souza.

Distrito de Curvelo, cujo ciclo da cachaça fez fama com nomes como “Florisbella”, “Correinha” e “Reis”, entre outras que marcaram época, Morro da Garça meteu na algibeira o legado cultural dos vaqueiros e das cantorias e produziu uma cachaça de qualidade e com a identidade da região. “Eu queria produzir uma aguardente com o gosto e o cheiro da minha região, com a cara do homem sertanejo, esse tipo que recebe o visitante na beirado do fogão à lenha e ali desfia sua prosa”, conta o produtor José Antônio.

A fazenda Alvorada, com área de 480 hectares, possui a beleza dos campos cerrados, sendo famosa por representar o início do sertão de João Guimarães Rosa. Dizem que foi passando por aqueles caminhos que o escritor descreveu com deslumbramento o Morro da Garça, uma elevação rochosa de 350 metros cercada de superfície plana. Chamado depois de “morro testemunho” e eternizado por Rosa no conto “O Recado do Morro”, o da Garça continua referência para vaqueiros e viajantes que passam pela região.

Alambique da Prosa & Viola

Foi ali que, em 2001, a Prosa & Viola comemorou a sua primeira safra. Porém, antes de ser comercializada, foi envelhecida em barris de carvalho por três anos para ganhar a característica aparência ouro. Em 2004, na Feira e Festival Internacional da Cachaça (ExpoCachaça), José Antônio e sua filha Daniela Vilaça de Souza montaram um balcão para a cachaça de Morro da Garça e começaram a prosear com os fregueses. Foi a entrada no mercado.

A Prosa & Viola tem baixa acidez e desce como mel na garganta do bom bebedor. E a cachaça amarela tem uma irmã branca, a Terra de Minas, também produzida por José Antônio na sua fazenda sertaneja.

Link
Site da Prosa & Vila

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