Sérgio Santos canta Áfrico

Áfrico

Em parceria com Paulo César Pinheiro, Sérgio Santos percorre todas as raízes da África brasileira

AFRICO

Ele é mineiro do Sul de Minas, mas escolheu Belo Horizonte há muito anos para viver. Na juventude foi arquiteto, porém largou a profissão para andar em companhia de um violão e em busca das sonoridades de sua infância. Autodidata, violonista refinado e discípulo da música feita por Milton Nascimento, Tom Jobim, Francis Hime, Edu Lobo e Dory Caymmi.

Sérgio Santos é um dos mais importantes músicos brasileiros da geração que se formou pós-tropicália. Na década de 90, ele lançou Aboio (1995), seu primeiro disco com leituras das tradições mineiras; em seguida nasceu Mulato (1998), um álbum com a sonoridade moderna de Sérgio marcando o ritmo do samba. Em 2002, o compositor mergulhou na África entranhada em Minas, no Rio ou em Alagoas, suas principais referências, tudo para cantar e tocar as raízes negras brasileiras. O resultado ganhou o nome de Áfrico.

O disco nasceu da parceria de Sérgio Santos com o mestre Paulo César Pinheiro, iniciada há mais de 15 anos e que já rendeu boas 180 composições. Em Áfrico, Sérgio assina sozinho letra e música de Nossa Cor, além da vinheta Vem Ver, uma espécie de fio condutor, quase uma ladainha que aparece quatro vezes no repertório, sempre cantada por diferentes intérpretes. O restante do álbum foi partilhado com letra de Paulo César e música do compositor mineiro.

Em entrevista para a Revista norte-americana Brazzil, Sérgio explicou que não pesquisou para fazer as músicas. “Elas são o resultado da minha vivência de menino interiorano, que ouvia os congados, os catopés, as folias de reis. E como filho de nordestino e de carioca, também os maracatus, os cocos, as cirandas e o samba. Foi como se fechasse os olhos e deixasse essa vivência falar alto”.

Sérgio Santos

Sérgio Santos

O ponto forte do disco, segundo ele, é o contraponto entre sua música e as letras de Paulo César Pinheiro, que utilizou uma variedade grande de palavras de dialetos africanos, como o nagô e o iorubá, sempre pensando na temática central do trabalho. “O Paulo sim, foi fundo, pesquisou, foi conscientemente na raiz. E a soma dessas diferenças é, para mim, a alma de Áfrico”, explica.

Para navegar nos vários ritmos negros que povoam a memória do povo e, além disso, dar um tratamento percussivo e ao mesmo tempo sofisticado, Sérgio convidou um grupo de feras que imprimiu uma sonoridade quase jazzística a Áfrico. Nos sopros, Nailor Proveta e Teco Cardoso; no piano, André Mehmari; no baixo acústico e produção, Rodolfo Stroeter. Na evolução dos ritmos o carioca Robertinho Silva, o baterista baiano Tutty Moreno e Marcos Suzano. O disco contou ainda com a participação especial do violonista Silvio D’Amico, Lenine, Joyce, Olívia Hime e o grupo Uakti.

Áfrico tece, pois, um diálogo profundo com toda a tradição da música brasileira que canta os elementos negros. Seja o jongo carioca, o samba de roda do Recôncavo, os ritmos de Jackson do Pandeiro, a religiosidade de Dorival Caymmi, ou a parceria que ainda ecoa dos Afrosambas, de Vinicius e Baden.

Áfrico é imperdível!

Para baixar o disco clique aqui

Para conhecer o trabalho de Sérgio Santos conheça o seu Myspace

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