Arquivo do mês: julho 2009

“O Mundo de Tati”, no Cine Humberto Mauro

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O Cine Humberto Mauro apresenta nesta semana uma mostra especial que celebra o cinema do ator e diretor francês Jacques Tati. “O Mundo de Tati” conta com quatro longas de ficção, além de três curtas; um dos destaques é “Sparring por um dia”, dirigido por René Clément, que traz a primeira aparição de Tati nas telas do cinema.

Famoso pelo humor e pela crítica à sociedade ocidental, Jacques Tati deixou uma filmografia limitada, apenas seis longas-metragens, que, no entanto, causou um grande impacto no cenário cinematográfico mundial e transformou o diretor numa das referências do cinema francês.

A mostra “O Mundo de Tati” conta com o apoio da Cinemateca da Embaixada Francesa e faz parte das comemorações do ano da França no Brasil.

Confira a programação abaixo:

20 SEG
17h Carrossel da Esperança
21h As Aventuras do Sr. Hulot no Trânsito Louco

21 TER
17h Curtas
18h10 Parade
19h40 Tempo de Diversão
21h40 Carrossel da Esperança

22 QUA
17h As Aventuras do Sr. Hulot no Trânsito Louco
21h Parade

23 QUI
17h Tempo de Diversão
19h10 Parade
21h Curtas

24 SEX
17h Parade
18h30 Curtas
19h40 Carrossel da Esperança
21h Tempo de Diversão

25 SAB
18h Tempo de Diversão

26 DOM
16h As Aventuras do Sr. Hulot no Trânsito Louco
18h Carrossel da Esperança
20h Curtas

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“Uma Surpresa para Benedita”, no Teatro Alterosa

UMA SURPRESA PARA BENEDITA

Sabonete e Benedita são os protagonistas do espetáculo “Uma Surpresa para Benedita”, que está em cartaz no Teatro Alterosa.

Na montagem, Sabonete planeja fazer um jantar surpresa para sua grande companheira. Entretanto, quando estão juntos, é certo que as coisas não saem da maneira mais normal possível, e a dupla se envolve em inúmeras confusões durante o preparo da noite.

No espetáculo, realizado pela companhia Trampulim, as crianças – público-alvo do trabalho – aprendem de uma maneira divertida valores importantes como amor e amizade.

“Uma Surpresa para Benedita” está em cartaz nesta quarta (22) e quinta-feira (23), e nos dias 24 e 26, sempre às 16h30.

A peça integra a programação da 11ª edição do Projeto Peça Bis, promovido pelo Teatro Alterosa com o intuito de dar nova oportunidade ao público de ver peças que foram sucesso de público e crítica.

Sérgio Santos canta Áfrico

Áfrico

Em parceria com Paulo César Pinheiro, Sérgio Santos percorre todas as raízes da África brasileira

AFRICO

Ele é mineiro do Sul de Minas, mas escolheu Belo Horizonte há muito anos para viver. Na juventude foi arquiteto, porém largou a profissão para andar em companhia de um violão e em busca das sonoridades de sua infância. Autodidata, violonista refinado e discípulo da música feita por Milton Nascimento, Tom Jobim, Francis Hime, Edu Lobo e Dory Caymmi.

Sérgio Santos é um dos mais importantes músicos brasileiros da geração que se formou pós-tropicália. Na década de 90, ele lançou Aboio (1995), seu primeiro disco com leituras das tradições mineiras; em seguida nasceu Mulato (1998), um álbum com a sonoridade moderna de Sérgio marcando o ritmo do samba. Em 2002, o compositor mergulhou na África entranhada em Minas, no Rio ou em Alagoas, suas principais referências, tudo para cantar e tocar as raízes negras brasileiras. O resultado ganhou o nome de Áfrico.

O disco nasceu da parceria de Sérgio Santos com o mestre Paulo César Pinheiro, iniciada há mais de 15 anos e que já rendeu boas 180 composições. Em Áfrico, Sérgio assina sozinho letra e música de Nossa Cor, além da vinheta Vem Ver, uma espécie de fio condutor, quase uma ladainha que aparece quatro vezes no repertório, sempre cantada por diferentes intérpretes. O restante do álbum foi partilhado com letra de Paulo César e música do compositor mineiro.

Em entrevista para a Revista norte-americana Brazzil, Sérgio explicou que não pesquisou para fazer as músicas. “Elas são o resultado da minha vivência de menino interiorano, que ouvia os congados, os catopés, as folias de reis. E como filho de nordestino e de carioca, também os maracatus, os cocos, as cirandas e o samba. Foi como se fechasse os olhos e deixasse essa vivência falar alto”.

Sérgio Santos

Sérgio Santos

O ponto forte do disco, segundo ele, é o contraponto entre sua música e as letras de Paulo César Pinheiro, que utilizou uma variedade grande de palavras de dialetos africanos, como o nagô e o iorubá, sempre pensando na temática central do trabalho. “O Paulo sim, foi fundo, pesquisou, foi conscientemente na raiz. E a soma dessas diferenças é, para mim, a alma de Áfrico”, explica.

Para navegar nos vários ritmos negros que povoam a memória do povo e, além disso, dar um tratamento percussivo e ao mesmo tempo sofisticado, Sérgio convidou um grupo de feras que imprimiu uma sonoridade quase jazzística a Áfrico. Nos sopros, Nailor Proveta e Teco Cardoso; no piano, André Mehmari; no baixo acústico e produção, Rodolfo Stroeter. Na evolução dos ritmos o carioca Robertinho Silva, o baterista baiano Tutty Moreno e Marcos Suzano. O disco contou ainda com a participação especial do violonista Silvio D’Amico, Lenine, Joyce, Olívia Hime e o grupo Uakti.

Áfrico tece, pois, um diálogo profundo com toda a tradição da música brasileira que canta os elementos negros. Seja o jongo carioca, o samba de roda do Recôncavo, os ritmos de Jackson do Pandeiro, a religiosidade de Dorival Caymmi, ou a parceria que ainda ecoa dos Afrosambas, de Vinicius e Baden.

Áfrico é imperdível!

Para baixar o disco clique aqui

Para conhecer o trabalho de Sérgio Santos conheça o seu Myspace

PROSA INDICA: FESTIVAL DE TEATRO MUSICAL

1º Festival de Teatro Musical de Belo Horizonte

Mosaico Rosa dos Ventos

Mosaico Rosa dos Ventos

A Cyntilante Produções realiza no período de 02 de julho a 02 de agosto de 2009 o 1º Festival de Teatro Musical de Belo Horizonte. São 13 espetáculos, duas estréias e 40 apresentações no palco do Teatro Izabela Hendrix (Rua da Bahia, 2020, Bairro: Lourdes; Tel: 3244 7219), além de atividades, como uma oficina de Teatro Musical, mais seminário e palestra com entrada franca. Os ingressos para os espetáculos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada) e estarão à venda na bilheteria do Teatro a partir de 1º de Julho (quarta a domingo de 12h às 21h).

Entre os destaques aparece A Serva Patroa, montagem do Núcleo de Ópera DrammAto da Casa de Artes Operária a partir da obra de Pergolesi, com direção da atriz, cantora e diretora Ana Taglianetti –  em cartaz neste fim de semana. Outro espetáculo aguardado é Saga no País das Gerais, do Grupo dos Dez, com direção de João das Neves e Titane.

A programação segue com espetáculos para crianças e adultos, marcados por estéticas variadas dentro do universo do Teatro Musical. Estão à frente das montagens artistas mineiros já renomados no gênero, além de João das Neves (Grupo Rosa dos Ventos), Maurício Tizumba, Ernani Maletta (Grupo Voz e Cia), entre outros.

Segundo Fernando Bustamante, idealizador do festival, o elemento musical vem como adjetivo de um espetáculo em que a música é parte integrante do texto. “Não é apenas trilha sonora, mas dramaturgia que está sendo pensada”, explica. Ele acrescenta que o gênero trata também de espetáculos de canto lírico, como óperas e operetas, como de música popular.

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Programa Funarte em Cena: Teatro de Rua

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De 3 a 26 de julho de 2009, o Programa Funarte em Cena reúne, em Belo Horizonte, mais de 20 grupos mineiros que irão apresentar espetáculos, coletivos de palhaços, oficina e debates. A programação será toda gratuita.

Na primeira semana o Programa Funarte em Cena apresenta nos dias 3, 4 e 5 de julho, um debate sobre a rua como espaço de atuação artística, com a convidada Rita Gusmão; um coletivo com companhias do teatro de rua de Minas Gerais; apresentação do novo espetáculo do Grupo do Beco – “Morro de Amores”; uma roda de Capoeira Angola; e um cortejo com a Irmandade Atores da Pândega.

PROGRAMAÇÃO DA PRIMEIRA SEMANA:

Domingo, 05/07
9h – OFICINA: Revirando a Caixa de Brinquedos – Cia Candongas (BH)
14h – Roda de Capoeira Angola
15h – CORTEJO: O Homem-Boi – Irmandade Atores da PÂndega (Lagoa Santa)

O Programa Funarte em Cena é uma realização da Fundação Nacional de Artes e conta com a colaboração da Rede de Teatro de Rua de Minas Gerais – RTR/MG e visa ao fortalecimento das reflexões sobre o trabalho de artistas que se dedicam a atuar em espaços públicos

Informações: (31)3213.7112

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O cortiço, pela Cia. Luna Lunera

Cena de O Curtiço

Cena de O Curtiço

A Companhia Luna Lunera apresenta, nesse final de semana o espetáculo “O Cortiço”, inspirado na obra de mesmo nome de Aluisio Azevedo, dentro da Programação do Siana.  A apresentação acontece nos dias 3 e 4 de julho, às 20 horas no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna.

O texto famoso de Aluísio Azevedo é explorado pelos atores da Luna Lunera para mostrar as tensões vividas num sistema de classes: poder, ascensão social, disputa, exploração, submissão, desgosto, perda de identidade, desengano, sedução, erotismo, alegria, musicalidade, loucura, ritual de passagem, saudades, inocência violada, perdição, vida e morte, céu e inferno, todos esses sentimentos aparecem como tensão no espetáculo.

Serviço
Data: 03 e 04 de julho
Horário: 20h
Info: (31) 3444-7983