Teatro: A Arca de Vinicius

“Senhoras e Senhores, no palco:

A Arca de Vinicius”

Arca de Vinicius

Arca de Vinicius

Lá vem o Pato / Pata aqui, pata acolá / Lá vem o Pato / Para ver o que é que há…

Quem não conhece as músicas de O Pato, A Casa, A Pulga e A Corujinha? Essas canções que fazem parte, há quase três décadas, da tradição do cancioneiro popular brasileiro, tendo sido escutadas por gerações de crianças e adultos, nasceram primeiro em versos no livro “A Arca de Noé”, de 1970, publicado pelo poeta Vinicius de Moraes.

Única obra do Vinicius voltada para o universo infantil, “A Arca…” foi musicada somente dez anos depois, quando Toquinho e Tom Jobim resolveram homenagear o falecido amigo, gravando um especial para tv em que cantavam os seus poemas. Participaram também daquela gravação do dia 12 de outubro, Milton Nascimento, Chico Buarque, Elis Regina, Ney Matogrosso e tantos outros. O resultado foram dois álbuns homônimos que reuniram canções antológicas, celebradas por inúmeros fãs.

Agora, eis que surge a oportunidade para o público belo-horizontino escutar as músicas e conhecer de perto o lirismo e o humor do poeta carioca. O espetáculo “A Arca de Vinicius”, fruto de uma pesquisa musical da Cyntilante Produções, narra a história de Vinicius, um menino que sonha com um mundo melhor. Ao receber uma carta anônima solicitando a sua presença numa “Escola”, local em que seu desejo será realizado, o garoto começa sua aventura.

Durante o percurso, Vinicius encontra a Coruja, o Leão, o Pingüim, a Foca, a Pulga e tantos outros que o ajudam a descobrir que o conhecimento, a poesia, o bom humor, a música e a literatura são coisas importantes para um mundo mais justo, com as pessoas olhando no olho das outras com generosidade e respeito.

Com cenário de Cynthia Dias, arranjos e direção musical de Fernando Muzzi, texto de Léo Mendonza e direção de Fernando Bustamante, “A Arca de Vinicius” nasceu como homenagem aos 50 anos da Bossa Nova. A idéia do grupo era revitalizar o acervo dos dois discos, mostrar ao público a qualidade musical de todas as canções.

Dois planos

Para trabalhar a encenação, Bustamante criou dois planos cênicos: o terrestre, onde Vinicius conversa com os bichos, e o celeste, onde fica o personagem São Francisco, espécie de mentor da história. Em cada plano, determinado por andaimes, um instrumento musical simboliza aquele universo. Violoncelo e teclados caracterizam o céu, através da referência erudita; já o violão traduz a música popular, terrena por natureza.

Destaque

A menina Hadassa Baptista, de 11 anos, interpreta o menino Vinicius. O diretor Fernando Bustamante conta que queria um garoto negro para homenagear o poetinha, considerado “o branco mais preto do Brasil”. A tarefa não foi fácil. Num dia de testes apareceu Hadassa, uma menina linda, tímida e calada. Ninguém acreditava que ela seria o Vinicius. Mas quando ela começou a cantar, o personagem já havia escolhido o seu dono.

***

Postei no blog Prosa com Cultura (https://prosacomcultura.wordpress.com/) um vídeo do especial “A Arca de Noé” para tv, com Bebel Gilberto, aos 10 anos, cantando A Pulga.

Serviço:
Evento: A Arca de Vinícius –  35ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança
Data: 1º de março
Horário: domingo, às 17h e 19h
Local: Grande Teatro

Preço: R$ 24 (inteira), R$ 12 (meia-entrada*) e R$ 10 (Sinparc)
Classificação etária: livre
Balcão de informações: (31) 3236-7400 – Horário de funcionamento durante o mês de janeiro de 2009: segunda-feira a domingo, de 14h às 21h
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