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	<title>Prosa com Cultura</title>
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		<title>Prosa com Cultura</title>
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		<title>As muitas faces de Jorge</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 18:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prosacomcultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_492" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/06/10/as-muitas-faces-de-jorge/sao-jorge-fabio-caffe_exposicao-centro-nacional-de-folclore/" rel="attachment wp-att-492"><img class="size-large wp-image-492" title="São Jorge-fabio-caffe_Exposição Centro Nacional de Folclore" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/06/sc3a3o-jorge-fabio-caffe_exposic3a7c3a3o-centro-nacional-de-folclore.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">São Jorge_crédito Fábio Caffe</p></div>
<p>Todo dia 23 de abril a cidade do Rio de Janeiro veste-se e arma-se com as roupas e as armas de Jorge, para que “nem mesmo um pensamento os inimigos possam ter para lhe fazerem mal”. Dezenas de milhares de pessoas acorrem às igrejas como a dos Veneráveis Mártires São Gonçalo Garcia e São Jorge, localizada no Campo de Santana, antes mesmo de raiar o dia. São homens e mulheres que, ao longo do ano, enfrentam o dia a dia, batalhando por si e pelos seus. Devotos do santo que estão acostumados a distinguir sua imagem matando o dragão nas sombras das crateras lunares, visíveis nas noites de lua cheia&#8230;</p>
<p>O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular apresenta a mostra “As muitas faces de Jorge”, que traz os aspectos da devoção a São Jorge em várias partes do mundo e, sobretudo, na cidade do Rio de Janeiro, local onde a sua devoção é especialmente expressada.</p>
<p>Na mostra, o público pode descobrir o mito católico de Jorge da Capadócia, e como a fé nesse santo se espalhou por várias partes do mundo. No Brasil, São Jorge tornou-se padroeiro de categorias de ofícios, principalmente as ligadas ao ferro e ao fogo, bem como aquelas relacionadas a situações de combate. São ferreiros, serralheiros, barbeiros, funileiros, cuteleiros, que até os dias atuais relacionam sua profissão à proteção do santo.</p>
<p>Possivelmente vem dessa referência o sincretismo de São Jorge com Ogum, nos terreiros de candomblé e umbanda no Rio de Janeiro e outros estados. Apontado como dono dos caminhos e desbravador das florestas, bem como das oportunidades de realização pessoal, Ogum teria apresentado o ferro aos homens, possibilitando o cultivo da terra, bem como a forja das armas bélicas, como punhais, espadas e lanças. Por conta disso, Ogum é tido como um grande guerreiro, orixá soldado das lutas e demandas.</p>
<p>Para o devoto de São Jorge, o santo traz proteção, traz força e coragem para vencer as batalhas&#8230; No alvorecer do 23 de abril, todos cantam seu nome, vestem-se e armam-se com as roupas e as armas de Jorge.</p>
<p><a href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/06/10/as-muitas-faces-de-jorge/sao-jorge-cnfcp-2/" rel="attachment wp-att-496"><img class="aligncenter size-full wp-image-496" title="São Jorge por Ermelinda_Crédito CNFCP" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/06/sao-jorge-cnfcp1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>“Jorge sentou praça<br />
Na cavalaria<br />
E eu estou feliz porque<br />
Eu também sou da sua companhia<br />
Eu estou vestido com as roupas<br />
E as armas de Jorge<br />
Para que meus inimigos tenham pés<br />
E não me alcancem<br />
Para que meus inimigos tenham mãos<br />
E não me toquem<br />
Para que meus inimigos tenham olhos<br />
E ao me vejam<br />
E nem mesmo um pensamento eles possam ter<br />
Para me fazer mal&#8230;”</p>
<p>(Jorge da Capadócia, Jorge Ben Jor)</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>Período:  28 de abril até 31 de julho de 2011.</p>
<p>Galeria Mestre Vitalino &#8211; Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular<br />
Rua do  Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro.</p>
<p>Funcionamento:<br />
Terça a sexta-feira, das 11 às 18h<br />
Sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h</p>
<p>Realização<br />
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP)</p>
<p>Informações<br />
Setor de Difusão Cultural<br />
(21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206</p>
<br />Filed under: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a> Tagged: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/tag/exposicoes/'>Exposições</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacomcultura.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacomcultura.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacomcultura.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacomcultura.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacomcultura.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacomcultura.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacomcultura.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacomcultura.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacomcultura.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacomcultura.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacomcultura.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacomcultura.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacomcultura.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacomcultura.wordpress.com/491/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=491&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Orientação dos Gatos</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 01:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prosacomcultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-486" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/03/31/orientacao-dos-gatos/gato/"><img class="aligncenter size-full wp-image-486" title="gato" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/03/gato.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Quando Alana e Osíris me olham não posso queixar-me da menor dissimulação, da menor duplicidade. Olham-me de frente, Alana sua luz azul e Osíris seu raio verde. Também entre eles olham-se assim, Alana acariciando o lombo negro de Osíris, que levanta o focinho do prato de leite e mia satisfeito, mulher e gato conhecendo-se desde planos que me escapam, que minhas carícias não conseguem ultrapassar. Faz tempo que renunciei a qualquer domínio sobre Osíris, somos bons amigos a partir de uma distância infranqueável; mas Alana é minha mulher e a distância entre nós é outra, algo que ela parece não sentir mas que se interpõe em minha felicidade quando Alana me olha, quando me olha de frente que nem Osíris e me sorri ou me fala sem a menor reserva, entregando-se em cada gesto e cada coisa como entrega-se no amor, ali onde todo seu corpo é como seus olhos, uma entrega absoluta, uma reciprocidade ininterrompida.</p>
<p>É estranho, ainda que eu tenha renunciado a entrar de cheio no mundo de Osíris, meu amor por Alana não aceita essa simplicidade de coisa concluída, de casal para sempre, de vida sem segredo. Por trás desses olhos azuis há mais, no fundo das palavras e dos gemidos e dos silêncios alenta outro reino, respira outra Alana. Nunca a disse isso, a quero o suficiente para não despedaçar essa superfície de felicidade pela qual hão deslizado já tantos dias, tantos anos. À minha maneira me obstino em compreender, em descobrir; a observo mas sem espioná-la; a sigo mas sem desconfiar; amo uma maravilhosa estátua mutilada, um texto não terminado, um fragmento de céu inscrito na janela da vida.</p>
<p>Houve um tempo em que a música me pareceu o caminho que me levaria de verdade a Alana; olhando-a escutar nossos discos de Bártok, de Duke Ellington, de Gal Costa, uma transparência paulatina me aproximava dela, a música a desnudava de uma maneira diferente, a tornava cada vez mais Alana porque Alana não podia ser somente essa mulher que sempre me havia olhado em cheio sem ocultar-me nada. Contra Alana, para além de Alana eu a buscava para amá-la melhor; e se de início a música me deixou entrever outras Alanas, chegou um dia em que diante de uma gravura de Rembrandt eu a vi mudar ainda mais, como se uma mágica das nuvens no céu houvesse alterado bruscamente as luzes e sombras de uma paisagem. Senti que a pintura a levava além de si mesma para esse único espectador que podia medir a metamorfose instantânea nunca repetida, a entrevisão de Alana em Alana. Intercessores involuntários, Keith Janet, Beethoven e Aníbal Troilo me haviam ajudado a aproximar-me, mas frente a um quadro ou uma gravura Alana se despojava ainda mais disso que acreditava ser, por um momento entrava em um mundo imaginário para, sem sabê-lo, sair de si mesma, indo de uma pintura a outra, comentando-as ou calando, jogo de cartas que cada nova contemplação embaralhava para aquele que sigiloso e atento, um pouco atrás ou levando-a pelo braço, via suceder-se as rainhas e os ases, as copas e os paus, Alana.</p>
<p>O que se podia fazer com Osíris? Dar-lhe seu leite, deixá-lo em seu novelo negro, satisfeito e ronronante; mas Alana eu podia trazê-la a esta galeria de quadros como o fiz ontem, uma vez mais assistir a um teatro de espelho e de câmaras obscuras, de imagens tensas na tela frente a essa outra imagem de alegres jeans e blusa roxa que depois de esmagar o cigarro na entrada ia de quadro em quadro, detendo-se exatamente à distância que seu olhar pedia, voltando-se para mim de vez em quando para comentar ou comparar. Ela jamais pôde descobrir que eu não estava aqui pelos quadros, que, um pouco atrás ou de lado, o meu modo de olhar não tinha nada a ver com o seu. Jamais se daria conta de que seu lento e reflexivo passo de quadro em quadro a alterava até o ponto de obrigar-me a fechar os olhos e lutar para não apertá-la nos braços e levá-la ao delírio, a uma carreira louca em plena rua. Desenvolta, leviana em sua naturalidade de prazer e descobrimento, suas paradas e demoras se inscreviam em um tempo diferente do meu, alheia à irritada espera da minha sede.</p>
<p>Até então tudo havia sido um vago anúncio, Alana na música, Alana frente a Rembrandt. Mas agora minha esperança começava a cumprir-se quase insuportavelmente; desde nossa chegada Alana se havia entregado às pinturas com uma atroz inocência de camaleão, passando de um estado a outro sem saber que um espectador escondido espreitava sua atitude, a inclinação de sua cabeça, o movimento de suas mãos ou seus lábios, o cromatismo interior que lhe percorria até mostrá-la outra, ali onde a outra era sempre Alana somando-se a Alana, as cartas aglomerando-se até completar o baralho. A seu lado, avançando pouco a pouco ao longo dos muros da galeria, eu a ia vendo entregar-se a cada pintura, meus olhos multiplicavam um triângulo fulminante que se estendia dela ao quadro e do quadro a mim mesmo para voltar a ela e empreender a mudança, a auréola diferente que a envolvia um momento para ceder depois a uma aura nova, a uma tonalidade que a expunha à verdadeira, à última nudez. Impossível prever até onde se repetiria essa osmose, quantas Alanas me levariam por fim à síntese da qual sairíamos os dois cheios, ela sem sabê-lo e acendendo um novo cigarro antes de pedir-me que a levasse para tomar um trago, eu sabendo que minha longa busca havia chegado a um porto e que meu amor abarcaria a partir de agora o visível e o invisível, aceitaria o limpo olhar de Alana sem incertezas acerca de portas fechadas, de paisagens proibidas.</p>
<p>Diante de um barco solitário e um primeiro plano de rochas negras, a vi parar imóvel por um bom tempo; um imperceptível ondular das mãos a fazia como nadar no ar, buscar o mar aberto, uma fuga de horizontes. Já não podia estranhar-me o fato dessa outra pintura onde uma grade de pontas afiadas vedava o acesso às árvores vizinhas a fizera retroceder como que buscando um ponto de observação, tal era a repulsa, a recusa de um limite inaceitável. Pássaros, monstros marinhos, janelas entregando-se ao silêncio ou deixando entrar um simulacro da morte, cada nova pintura arrasava Alana, despojando-a de sua cor anterior, arrancando dela as modulações da liberdade, do vôo, dos grandes espaços, afirmando sua negação frente à noite e ao nada, sua ansiedade solar, seu quase terrível impulso de ave fênix. Fiquei atrás, sabendo que não me seria possível suportar seu olhar, sua surpresa interrogativa quando visse em minha cara o deslumbramento da confirmação, porque isso também era eu, isso era meu projeto Alana, minha vida Alana, isso havia sido desejado por mim e dominado por um presente de cidade e parcimônia, isso agora enfim Alana, enfim Alana e eu desde agora, desde este instante. Quis tê-la desnuda nos braços, amá-la de tal forma que tudo ficasse claro, tudo ficasse dito para sempre entre nós, e que dessa interminável noite de amor, nós que já conhecíamos tantas, nascesse a primeira alvorada da vida.</p>
<p>Chegávamos ao final da galeria, me aproximei da porta de saída, no entanto ocultando o rosto, esperando que o ar e as luzes da rua me devolvessem ao que Alana conhecia de mim. A vi deter-se diante de um quadro que outros visitantes me haviam ocultado, parar imóvel por bastante tempo olhando a pintura de uma janela e um gato. Uma última transformação fez dela uma lenta estátua nitidamente separada das demais, de mim que me aproximava indeciso buscando-lhe os olhos perdidos na tela. Vi que o gato era idêntico a Osíris e que mirava ao longe algo que o muro da janela não nos deixava ver. Imóvel em sua contemplação, parecia menos imóvel que a imobilidade de Alana. De alguma maneira senti que o triângulo se havia fechado, quando Alana voltava para mim a cabeça o triângulo já não existia, ela havia ido ao quadro mas não estava de volta, continuava ao lado do gato olhando para além da janela onde ninguém podia ver o que eles viam, o que somente Alana e Osíris viam cada vez que me olhavam de frente.</p>
<p><strong>*Conto do Julio Cortázar</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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<br />Filed under: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacomcultura.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacomcultura.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacomcultura.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacomcultura.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacomcultura.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacomcultura.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacomcultura.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacomcultura.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacomcultura.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacomcultura.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacomcultura.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacomcultura.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacomcultura.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacomcultura.wordpress.com/485/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=485&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Livro “Cachaças – Minas Gerais”</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 18:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prosacomcultura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CACHAÇA]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_477" class="wp-caption aligncenter" style="width: 295px"><a rel="attachment wp-att-477" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/18/livro-%e2%80%9ccachacas-%e2%80%93-minas-gerais%e2%80%9d/livro-cachacas-minas-gerais/"><img class="size-medium wp-image-477" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/livro-cachac3a7as-minas-gerais.jpg?w=285&#038;h=400" alt="" width="285" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">LIVRO CACHAÇAS - MINAS GERAIS</p></div>
<p>No começo de 2010 recebi uma proposta irrecusável, participar da produção de um livro para o Sebrae-MG sobre um dos produtos símbolo da cultura mineira e também nacional. O tema era a cachaça, a abrideira, a caninha&#8230; O projeto coordenado pelo jornalista Adriano Macedo tinha como objetivo contar a história da cachaça, da sua origem nas capitanias de São Vicente e Pernambuco, passando pela sua chegada em Minas no final do século XVII com a descoberta do ouro, até a construção da cultura da cachaça artesanal em terras mineiras, dos alambiques e da descoberta do coração do destilado, do humor e imaginário popular (marcas com Sedutora, Florisbella e outras) até a modernização e exportação da marvada como bebida brasileira.</p>
<p>Foram três meses de trabalho; da equipe participaram além de Adriano Macedo, o jornalista e escritor Jorge Fernando dos Santos, os fotógrafos Ignácio Costa e Miguel Aun e o jornalista que vos fala e escreve. Nos separamos e Jorge foi para o Norte rumo à Januária e Salinas, coletar estórias e sabores. Eu fiz o Sul de Minas, conheci Boa Esperança, Poço Fundo (Colinas do Sul), Piranguinho (Dedo de Prosa) e o entorno de Belo Horizonte, nas fazendas das cachaças Germana (Nova União), Vale Verde (Betim), Prosa &amp; Viola (Morro da Garça) e tantas outras. Na lembrança o cheiro forte de cana das adegas mineiras, com os barris de carvalho, umburana, jequitibá&#8230; Na lembrança, o sorriso dos produtores de Gil Moura e sua cachaça Da Boa, de Seu Vinicius Augusto da Silva, que foi tropeiro dos bons nos idos de 1950 e comercializava a sua Granfina a preço de ouro em Montes Claros e região.</p>
<p>O livro “Cachaças – Minas Gerais” foi lançado em dezembro de 2010 pelo Sebrae-MG e distribuído aos parceiros. No seu corpo de coloração dourada e bouquet aromático são apresentadas cerca de 60 marcas de cachaças produzidas em Minas Gerais. Um universo bem pequeno perto das mais de 600 marcas registradas no Estado, produzidas em 9 mil alambiques espalhadas de Norte a Sul, de Oeste a Leste nas terras de Guimarães e Drummond. Minas Gerais produz anualmente 260 milhões de litros por ano de cachaça artesanal, o que representa mais da metade nacional.</p>
<p>A boa notícia é que o livro está disponível na internet (formato pdf) no site do <a href="http://www.sebraemg.com.br/Geral/VisualizadorConteudo.aspx?cod_conteudo=2177&amp;cod_areasuperior=2&amp;cod_areaconteudo=40&amp;cod_pasta=697&amp;navegacao=%C3%81REAS_DE_ATUA%C3%87%C3%83O/Agroneg%C3%B3cios/Diagn%C3%B3sticos_e_Estudos">Sebrae-MG</a>. Os leitores interessados podem se cadastrar no Portal e fazer o download da publicação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a rel="attachment wp-att-481" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/18/livro-%e2%80%9ccachacas-%e2%80%93-minas-gerais%e2%80%9d/rotulos-de-cachaca1/"><a rel="attachment wp-att-482" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/18/livro-%e2%80%9ccachacas-%e2%80%93-minas-gerais%e2%80%9d/rotulos-de-cachaca1-2/"><img class="aligncenter size-large wp-image-482" title="Rótulos de cachaça1" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/rc3b3tulos-de-cachac3a7a11.jpg?w=500&#038;h=250" alt="" width="500" height="250" /></a><br />
</a></p>
<p>Para mim, que participei do projeto, que vi cada linha e cada estória nascer, o sentimento é de um filho posto no mundo, bonito, viçoso, com cor e cheiro de cana. Os causos de tropeiros são muitos, os rótulos, os nomes, o coração da marvada encanta a gente, tem abrideira famosa e algumas mais discretas, tem as calorosas e aquelas que são como colo de mãe. Tem pra todo gosto e bolso&#8230; Enfim, aos amigos, um presente meu, uma cachaça de Minas.</p>
<br />Filed under: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a> Tagged: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/tag/cachaca/'>CACHAÇA</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacomcultura.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacomcultura.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacomcultura.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacomcultura.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacomcultura.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacomcultura.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacomcultura.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacomcultura.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacomcultura.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacomcultura.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacomcultura.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacomcultura.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacomcultura.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacomcultura.wordpress.com/476/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=476&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Preto</media:title>
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		<title>Engenho Boa Vista: o alambique mais antigo do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 19:31:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prosacomcultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[CACHAÇA]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Os historiadores não sabem precisar a data, nem confirmam o causo de que o Engenho Boa Vista é o mais antigo do Brasil em funcionamento. Porém, os apreciadores de uma boa branquinha juram de pé junto que o engenho localizado na Estrada Real, em Coronel Xavier Chaves (MG), a 14 km de São João Del-Rei, produz uma das melhores cachaças do País.</p>
<div id="attachment_471" class="wp-caption aligncenter" style="width: 193px"><a rel="attachment wp-att-471" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/14/engenho-boa-vista-o-alambique-mais-antigo-do-brasil/engenho-boa-vista/"><img class="size-full wp-image-471" title="Engenho Boa Vista" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/engenho-boa-vista.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Engenho Boa Vista (MG)</p></div>
<p>Propriedade de Rubens Resende Chaves (bisneto de Xavier Chaves e descendente direto dos pais de Tiradentes) e da esposa Cida Chaves, o Engenho Boa Vista foi erguido no século XVIII. E é no seu alambique antigo que o casal produz boas alambicadas da cachaça &#8220;Século XVIII&#8221;&#8230; Uai, uma homenagem aos tempos das Minas Gerais revolucionária, de tropeiros, mulas e estórias.</p>
<p>E por falar em estórias, todas as tardes de sábado, Rubens Chaves abre o engenho para visitação, das 10h às 13h, e o moço que se aventurar por lá pode degustar uma boa caninha acompanhada de petisco. O proprietário também faz melado, rapadura e licor de cachaça.</p>
<div id="attachment_472" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-472" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/14/engenho-boa-vista-o-alambique-mais-antigo-do-brasil/coronel-xavier-chaves-mg/"><img class="size-medium wp-image-472" title="Coronel Xavier Chaves - MG" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/coronel-xavier-chaves-mg.jpg?w=300&#038;h=243" alt="" width="300" height="243" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem noturna de Coronel Xavier Chaves (MG)</p></div>
<br />Filed under: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a> Tagged: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/tag/cachaca/'>CACHAÇA</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacomcultura.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacomcultura.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacomcultura.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacomcultura.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacomcultura.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacomcultura.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacomcultura.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacomcultura.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacomcultura.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacomcultura.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacomcultura.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacomcultura.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacomcultura.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacomcultura.wordpress.com/470/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=470&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Preto</media:title>
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		<title>GERMANA E OS TROPEIROS DE MINAS</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Feb 2011 11:27:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prosacomcultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[CACHAÇA]]></category>

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		<description><![CDATA[Os dez filhos de Sérgio Caetano cresceram vendo o pai montar em lombo de burro e partir, junto com uma pequena tropa carregada de rapadura, fubá e cachaça, da fazenda da Várzea, em Nova União, rumo à Mina dos Ingleses, &#8230; <a href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/10/germana-e-os-tropeiros-de-minas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=461&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-462" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/10/germana-e-os-tropeiros-de-minas/germana-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-462" title="germana 2" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/germana-2.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Os dez filhos de Sérgio Caetano cresceram vendo o pai montar em lombo de burro e partir, junto com uma pequena tropa carregada de rapadura, fubá e cachaça, da fazenda da Várzea, em Nova União, rumo à Mina dos Ingleses, num percurso de cerca de 60 quilômetros. Na década de 1940, o patriarca dos Caetano era tropeiro dos bons e ficou conhecido por inventar uma embalagem diferente para a cachaça que vendia. Ele enrolava as garrafas em palhas de bananeira para protegê-las dos raios do sol e de prováveis acidentes.</p>
<p>A cachaça era uma tradição de tempos antigos, quando dona Maria Lúcia Caetano fundou a fazenda da Várzea, aos pés da pedra da Baleia, na divisa de Nova União com Bom Jesus do Amparo, em Minas Gerais, nos idos de 1912. Foi ela quem ensinou ao filho Sérgio os segredos da “alambicagem”. “O meu pai era um sábio. Lembro que ele falou uma vez assim: ‘Olha, tem duas receitas de cachaça – a boa e a ruim. A boa todo ano você arruma mais um cliente; a ruim a cada ano você perde dois. Você escolhe a cachaça que quer fazer!”, explicou o filho Walter Caetano.</p>
<p>E os dez filhos de seu Sérgio escolheram, ou melhor, aprenderam a lição. Eles resolveram na década de 1980 retomar a produção da cachaça artesanal nas terras da fazenda da Várzea, que tinha sido interrompida há mais de 20 anos. Com eles nasceu a marca que se tornou sinônimo de qualidade – a Germana.</p>
<p><strong>ONDE A HISTÓRIA COMEÇOU</strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-463" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/10/germana-e-os-tropeiros-de-minas/germana/"><img class="aligncenter size-full wp-image-463" title="GERMANA" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/germana.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Rezam as lendas que a Germana nasceu da ousadia dos Caetano – é a tal palha de bananeira usada para proteger as garrafas; ou o luxo de ter sido a primeira cachaça a ser servida em voos aéreos pela antiga Varig, no final da década de 1990; ou o pioneirismo de ser exportada para a Inglaterra e também África do Sul, abrindo portas para as outras marcas.</p>
<p>Para começar, o sucesso da cachaça Germana está presente na relação harmoniosa do engenho com a natureza. A fazenda possui uma reserva ambiental de aproximadamente 100 hectares e mais de 20 nascentes perenes protegidas. Walter Caetano conta que há um cuidado extremo com o reaproveitamento do vinhoto e do bagaço. E quem visita a fazenda pode ver ainda que nas montanhas circundantes, onde a família faz o cultivo da cana com tração animal para evitar a erosão, o cume é preservado com vegetação natural.</p>
<p>Todo dia 21 de maio, <strong>Dia da Cachaça Mineira</strong> (decreto de 2001 do então governador do Estado Itamar Franco), a família Caetano bota o engenho para funcionar e inicia uma nova safra – são as dornas de fermentação, a moenda em estilo antigo e o alambique “capelo” que destila aquela cachaça pura, do sabor de Minas. E se não bastasse a casa principal da fazenda ser coberta por trepadeiras, a adega lembra uma boa casa de uísque escocês. São mais de 600 barris de carvalho inglês, alojados em estruturas de madeira num grande cômodo, com níveis de iluminação, umidade e temperatura controlados.</p>
<p>Tudo isso fez da Germana da Família Caetano, de Nova União, uma das melhores de Minas.</p>
<p><strong>Uma freira chamada Germana</strong></p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-464" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/10/germana-e-os-tropeiros-de-minas/germana-3/"><img class="alignleft size-full wp-image-464" title="germana 3" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/germana-3.jpg?w=500" alt=""   /></a><br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Na região entre os municípios de Nova União e Caeté há um registro antigo da palavra “germana” para designar algo sem mistura, puro e genuíno.  Alguns estudiosos afirmam que a palavra sofreu influência de um fenômeno cultural-religioso ocorrido no princípio do século XIX, quando uma freira chamada Germana, que vivia próxima a um famoso santuário (Igreja de Nossa Senhora da Piedade), foi acometida por transes e revelações de natureza mística, atraindo milhares de pessoas em romarias devido aos remédios preparados por ela com cachaça e ervas.</p>
<p>A Família Caetano ao iniciar a produção de cachaça resolveu homenagear o costume da região e a tradição religiosa, registrando a bebida com o nome da mística Germana, personagem marcante no imaginário popular e que consolidou o santuário de Nossa Senhora da Piedade como local de peregrinação até os dias de hoje.</p>
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<br />Filed under: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a> Tagged: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/tag/cachaca/'>CACHAÇA</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacomcultura.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacomcultura.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacomcultura.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacomcultura.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacomcultura.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacomcultura.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacomcultura.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacomcultura.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacomcultura.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacomcultura.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacomcultura.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacomcultura.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacomcultura.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacomcultura.wordpress.com/461/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=461&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Millôr Fernandes quando crescer vai ser jornalista</title>
		<link>http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/07/453/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 13:45:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prosacomcultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HUMOR]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquem tranquilas as autoridades. No Brasil jamais haverá epidemia de cólera. Nosso povo morre é de passividade A charge está disponível no site do jornalista Millôr Fernandes, um dos maiores do Brasil (sendo que tal afirmação deve parecer um disparate &#8230; <a href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/07/453/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=453&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:left;"><span style="border-collapse:collapse;font-size:14px;line-height:23px;"><br />
</span></div>
<div style="text-align:left;"><strong>Fiquem tranquilas as autoridades. </strong><br />
<strong>No Brasil jamais haverá epidemia de cólera. </strong><br />
<strong>Nosso povo morre é de passividade</strong></div>
<div style="text-align:left;"><span style="border-collapse:collapse;font-size:14px;line-height:23px;"><strong><br />
</strong></span></div>
<p><img src="http://www2.uol.com.br/millor/aberto/hm_charges/images/010_019.gif" alt="" width="550" height="460" /></p>
<p>A charge está disponível no site do jornalista Millôr Fernandes, um dos maiores do Brasil (sendo que tal afirmação deve parecer um disparate para esse escritor que sempre recusou denominações).</p>
<p>Veja em <a href="http://www2.uol.com.br/millor/">Millôr Fernandes</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a> Tagged: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/tag/humor/'>HUMOR</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacomcultura.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacomcultura.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacomcultura.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacomcultura.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacomcultura.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacomcultura.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacomcultura.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacomcultura.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacomcultura.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacomcultura.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacomcultura.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacomcultura.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacomcultura.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacomcultura.wordpress.com/453/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=453&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Preto</media:title>
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	</item>
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		<title>ENSINAMENTOS DE GIAN CALVI</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Feb 2011 16:06:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prosacomcultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HUMOR]]></category>

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		<description><![CDATA[“O inconformismo é a primeira obrigação do homem criativo”. Gian Calvi Filed under: Cultura Tagged: HUMOR<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=440&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">“O inconformismo é a primeira obrigação do homem criativo”.</p>
<p style="text-align:left;">Gian Calvi</p>
<p><a rel="attachment wp-att-450" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/06/ensinamentos-de-gian-calvi/malabarista-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-450" title="malabarista" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/malabarista1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />Filed under: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a> Tagged: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/tag/humor/'>HUMOR</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacomcultura.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacomcultura.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacomcultura.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacomcultura.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacomcultura.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacomcultura.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacomcultura.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacomcultura.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacomcultura.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacomcultura.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacomcultura.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacomcultura.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacomcultura.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacomcultura.wordpress.com/440/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=440&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cachaça de A a Z</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 20:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prosacomcultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[CACHAÇA]]></category>

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		<description><![CDATA[Abençoada, bagaceira, calibrina, endiabrada, malafo ou obsessão&#8230; A cachaça, desde as suas origens no Brasil Colônia, ganhou uma infinidade de apelidos. Em cada região do país, ou em diferentes grupos sociais, o destilado de cana que melhor representa a alma &#8230; <a href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/01/cachaca-de-a-a-z/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=435&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-436" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/01/cachaca-de-a-a-z/cachaca_03/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-436" title="cachaca_03" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/cachaca_03.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Abençoada, bagaceira, calibrina, endiabrada, malafo ou obsessão&#8230; A cachaça, desde as suas origens no Brasil Colônia, ganhou uma infinidade de apelidos. Em cada região do país, ou em diferentes grupos sociais, o destilado de cana que melhor representa a alma brasileira pode ser identificado por meio de expressões solenes ou bem-humoradas, que já fazem parte do folclore nacional. De A a Z, a grande variedade de nomes da bebida revela a criatividade dos bons bebedores.</p>
<p>O blog Prosa com Cultura para celebrar a retomada do seu Glossário da Cachaça, lista algumas denominações distintas dessa bebida que faz parte da história do País e do brasileiro.</p>
<p>A</p>
<p>Abençoada, abrideira, acalma-nervo, amansa-corno, ardosa, arrebenta-peito.</p>
<p>B</p>
<p>Badalo, bafo de tigre, bagaço, bambu-amigo, bebida de pobre, bicha, birita, boa, boa ideia, boinha, braba, branca, brasa, brava.</p>
<p>C</p>
<p>Cabreira, cachorro de engenheiro, café branco, caiana, calibrina, canha, canica, capim-santo, cascavel, catuta, cauim, chica-boa, consolação.</p>
<p>D</p>
<p>Danada, de colarzinho, dengosa.</p>
<p>E</p>
<p>Esgasga-gato, engorda-marido, esquenta por dentro.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-437" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/02/01/cachaca-de-a-a-z/cachaca_01/"><img class="alignright size-medium wp-image-437" title="cachaca_01" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/02/cachaca_01.jpg?w=300&#038;h=236" alt="" width="300" height="236" /></a></p>
<p>F</p>
<p>Faísca, faz-dodó, fecha-corpo, fogo, fogosa.</p>
<p>G</p>
<p>Garapa, girgolina, giribita, gororoba</p>
<p>H</p>
<p>Homeopatia.</p>
<p>Iaiá me sacode, imaculada, imbiriba.</p>
<p>J</p>
<p>Januária, jeritiba, jura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />Filed under: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a> Tagged: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/tag/cachaca/'>CACHAÇA</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacomcultura.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacomcultura.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacomcultura.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacomcultura.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacomcultura.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacomcultura.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacomcultura.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacomcultura.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacomcultura.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacomcultura.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacomcultura.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacomcultura.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacomcultura.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacomcultura.wordpress.com/435/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=435&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A tradição dos blocos do Rio</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 17:05:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[CARNAVAL]]></category>
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		<description><![CDATA[O verão chegou e em terras de São Sebastião do Rio de Janeiro começa o maior espetáculo da terra&#8230; Dizem alguns que é ali na Sapucaí que Deus tira uma folga (no domingo de carnaval) para escutar a bateria de &#8230; <a href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/01/10/a-tradicao-dos-blocos-do-rio/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=412&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_413" class="wp-caption aligncenter" style="width: 256px"><a rel="attachment wp-att-413" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/01/10/a-tradicao-dos-blocos-do-rio/camiseta-barbas/"><img class="size-medium wp-image-413" title="camiseta barbas" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/01/camiseta-barbas.jpg?w=246&#038;h=400" alt="" width="246" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Camiseta do Barbas 2010. Divulgação</p></div>
<p>O verão chegou e em terras de São Sebastião do Rio de Janeiro começa o maior espetáculo da terra&#8230; Dizem alguns que é ali na Sapucaí que Deus tira uma folga (no domingo de carnaval) para escutar a bateria de Portela, ver as passistas do Salgueiro e a velha guarda do Império desfilar. Para outros, é no entorno da passarela do samba – Lapa, Estácio, Centro e Cidade Nova, como também em outras adjacências – Zona Sul e Norte – que começa o carnaval mais popular do País, democrático sem cordas e pipocas, repleto de alegria e música. São os blocos que neste mês de janeiro já começam os ensaios. O Rio oferece um cardápio para todos os gostos, seja o <em>Suvaco de Cristo</em> ou o <em>Bloco de Segunda</em>; como também o irreverente <em>Meu bem volto já</em> e a tradição dos <em>Escravos da Mauá</em>&#8230; Nas ruas tem humor, descontração e um espírito libertário que faz do carnaval essa festa eterna.</p>
<p><strong>A origem dos blocos</strong></p>
<p>No livro <strong>“Blocos”, </strong>do jornalista e pesquisador musical João Pimentel, o autor conta que o carnaval de rua do Rio de Janeiro teve sua origem nos chamados <strong><em>entrudos</em></strong>, festa de origem portuguesa chamada “Adeus à carne”. No Brasil, essa forma de brincar – que consistia num folguedo alegre, mas violento – já pôde ser notada em meados do século XVI. A brincadeira era mais ou menos assim: “os escravos esquentavam a cera para fazer os recipientes, preenchidos pelos filhos de senhores com todos os tipos de líquidos. Jovens, velhos, senhores, escravos esperavam algum desavisado passar pela rua e, em bando, cercavam o sujeito, jogando na cara dele desde farinha a ovos e até urina. É claro que a brincadeira, na maioria das vezes, não acabava bem”.</p>
<div id="attachment_414" class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a rel="attachment wp-att-414" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/01/10/a-tradicao-dos-blocos-do-rio/entrudo/"><img class="size-full wp-image-414" title="entrudo" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/01/entrudo.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">A brincadeira do entrudo</p></div>
<p>Apenas no século XX, na gestão do prefeito Pereira Passos (aquele responsável pela dita “modernização” do Rio, com a retirada dos cortiços e da classe pobre do centro da cidade) que o entrudo desapareceu. À época, outras manifestações populares já tomavam conta das ruas, como os ranchos, os cordões e os blocos.</p>
<p>Os <strong>ranchos </strong>surgiram das mãos de Hilário Jovino Ferreira, um tenente envolvido com as manifestações da cultura negra. Segundo o jornalista João Pimentel, foi Jovino quem ajudou a criar os ranchos Reis de Ouros, Ameno Resedá e Reino das Magnólias, como também dar à tradição das festas de reis da Bahia um caráter diferente que iria influenciar nas escolas de samba do Rio.</p>
<p>Essa manifestação contava com instrumentos musicais de cordas, como o violão e o cavaquinho, e de sopro, como flautas e clarinetas. Já os <strong>blocos</strong> e <strong>cordões</strong> imprimiram ao carnaval o seu jeito popular, embalados por instrumentos de percussão, cantavam músicas próprias, carregavam um estandarte e eram comandados por um mestre e seu apito.</p>
<p>Os ranchos e cordões praticamente desapareceram da cultura de rua do Rio de Janeiro. Parte de seus elementos foram incorporados aos blocos, que hoje representam a diversidade e riqueza do carnaval mais popular do País.</p>
<p>A seguir, o vídeo do <strong>Cordão do Boitatá</strong>, com seus sopros, sua cadência e canções &#8211; das marchinhas às músicas juninas e pastoris.</p>
<p><strong><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/01/10/a-tradicao-dos-blocos-do-rio/"><img src="http://img.youtube.com/vi/fBDw0DvOspA/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
</strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a> Tagged: <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/tag/carnaval/'>CARNAVAL</a>, <a href='http://prosacomcultura.wordpress.com/tag/samba/'>SAMBA</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacomcultura.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacomcultura.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacomcultura.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacomcultura.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacomcultura.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacomcultura.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacomcultura.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacomcultura.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacomcultura.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacomcultura.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacomcultura.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacomcultura.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacomcultura.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacomcultura.wordpress.com/412/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=412&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">entrudo</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>A borboleta e o mar</title>
		<link>http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/01/03/a-borboleta-e-o-mar/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 17:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>prosacomcultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://prosacomcultura.wordpress.com/?p=395</guid>
		<description><![CDATA[por Breno Procópio - Clarice, entra! Já coloquei o café e o bolo na mesa. A mãe estava preocupada, era inverno em Itabira e naquela época ao passar das seis o vento chegava frio e silencioso. A menina fora brincar &#8230; <a href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/01/03/a-borboleta-e-o-mar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacomcultura.wordpress.com&amp;blog=6102841&amp;post=395&amp;subd=prosacomcultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Breno Procópio</p>
<p><a rel="attachment wp-att-396" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/01/03/a-borboleta-e-o-mar/margaridas1/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-396" title="margaridas1" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/01/margaridas1.jpg?w=300&#038;h=362" alt="" width="300" height="362" /></a></p>
<p>- Clarice, entra! Já coloquei o café e o bolo na mesa.</p>
<p>A mãe estava preocupada, era inverno em Itabira e naquela época ao passar das seis o vento chegava frio e silencioso. A menina fora brincar no jardim, como todos os dias, e esquecera-se de tudo. Na parte alta do terreno, quase uma sebe de floresta, Clarice via uma borboleta azul percorrendo um rio de margaridas brancas, um ser azul que fazia rodopios no ar e, de repente, descia para pousar qual uma pluma sobre o botão amarelo. O vento batia mais uma vez e a borboleta era enredada, levada pelo sopro austral para longe da sua casa de margaridas. Clarice saía em disparada, perscrutava com os olhos na busca da mancha azul. No canteiro de ervas, a borboleta já estava ali pousada entre alecrins, tomilhos, alfazemas, comigo-ninguém-pode, capim-cidreira, espinafre, açafrão e outras especiarias que dona Judite cultivava com a ajuda da avó Mena. “Tempos outros de bruxaria, de caldeiras e feitiços”, era o que a avó dizia ao contar as estórias da família. A menina, impressionada, formulava causos em que era uma bruxa esperta, capaz de transformar sapo em salamandra.</p>
<p>- Por que não transforma o bicho em príncipe? É muito melhor, dizia a avó.<br />
- Mas eu não quero um príncipe, vó, quero a salamandra vermelha pra ser minha amiga!</p>
<p>Os olhos graúdos castanhos, o cabelo liso e a pele branca de nuvem davam à Clarice um ar de boneca. Embora já com 12 anos completos, a menina tinha dificuldade de fazer amigos. Preferia o silêncio do jardim, o mundo fantástico do próprio quarto ou a cozinha com seu cheiro de bolo, café moído na hora, broa, pão de queijo, galinha assada, cravo e gordura. Mas o lugar favorito mesmo era uma velha jabuticabeira, ainda de pé, viçosa, no centro do quintal. “Pra mim jabuticaba é o melhor fruto do mundo. Por fora é negro como a noite, mas dentro a gente encontra uma poupa fina, bem branquinha com gosto de algodão doce”, explicava com entendimento.</p>
<p>Quando a mãe Judite perguntava à filha por que não fazia amigos, ela respondia que já possuía tudo que precisava. “Falta só conhecer o mar, para poder morrer”, dizia séria e citava os versos que escutava sempre da boca do pai João Pedro. “Repara, repara nas nuvens; vão desatando / bandeiras de púrpura e violeta / sobre os montes e o mar. / Anoitece no Rio. A noite é luz sonhando”.</p>
<p>- É do Carlos Drummond. A senhora sabia, mãe?<br />
- Sim, Clarice! Teu pai sempre recorda de Drummond para falar dos tempos em que morou no Rio.</p>
<p>O desejo de conhecer o mar vinha das conversas de pé de cama com o pai. Ele chegava pisando leve, com a barba negra e a voz grave aveludada; mão robusta de engenheiro acolhendo a pequena flor branca de dedos de Clarice. Se punha a contar estórias, e citava os versos do poeta nascido também naquela terra de ferro. “Filha, você vai conhecer o mar primeiro pelos versos de Drummond, depois vou te levar pra abraçar aquele azul”.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-397" href="http://prosacomcultura.wordpress.com/2011/01/03/a-borboleta-e-o-mar/borboleta-na-margarida/"><img class="alignright size-medium wp-image-397" title="Borboleta-na-Margarida" src="http://prosacomcultura.files.wordpress.com/2011/01/borboleta-na-margarida.jpg?w=300&#038;h=240" alt="" width="300" height="240" /></a><br />
Clarice sonhava&#8230; Imaginava que o mar era milhares de borboletas azuis a namorar margaridas. Às vezes aparecia uma salamandra vermelha, outra, um besouro gigantesco. São seres marítimos, explicava. Bom mesmo é quando o desejo fica na espreita. O pai João Pedro prometera levar toda a família para viajar. Era só chegar do trabalho que fora fazer na região do Aço para levar a menina e a mãe através da estrada, até a ponta do litoral.</p>
<p>- Clarice, por que demorou? O tempo lá fora está frio e se gripar não vamos viajar!!<br />
- Come o bolo e depois sobe pro banho.<br />
- Mãe, vi o pai ao lado da jabuticabeira, ele estava acenando pra mim.<br />
- Deixa de bobagens, menina, teu pai chega amanhã bem cedo. Ele está vindo para realizar o teu sonho de conhecer o mar.<br />
- Tá bom, mãe. Vou acordar cedinho pra recebê-lo!</p>
<p>De manhãzinha, rumores na parte inferior da casa. Clarice desceu alegre, querendo o café e uma surpresa. No lugar encontrou muitas gentes, parentes de perto e de longe, a mãe no canto, braços da avó Mena, soluços e choro. Em cima da mesa, a manchete do jornal com a foto do pai João Pedro.</p>
<p>“Acidente fatal na estrada: dois engenheiros mortos”</p>
<p>- Clarice, vem cá, disse Judite, acolhendo a menina no colo.<br />
- O que aconteceu com o pai, mãe?<br />
- Ele teve de partir, filha, foi antes da gente! Mas disse que te ama muito e que sempre vai estar ao teu lado!<br />
- Mas ele ia nos levar pra conhecer o mar! O pai prometeu! Abraço de mar, ele disse!<br />
- Eu sei, filha! Mas ele teve de partir, teve de partir&#8230;</p>
<p>- Vó, vem! Entra comigo. Vem!</p>
<p>Os olhos de Clarice, de súbito, se voltaram para o corpo pequeno e a cara sardenta de Ana, sua neta. A menina puxava-a pelo braço para que entrassem no mar. À sua frente uma imensidão azul se desfraldava; bem próxima a música dos recifes. Sobre os pés daquela mulher de mais de 70 anos, a areia começava a esquentar. Ela mexia os dedos para sentir a textura áspera, e a pele branca e enrugada estava que entorpecida pelo sol. Os passos eram lentos, receosos da primeira investida das ondas, da longa espera daquele amor antigo. No primeiro contato com o mar, o beijo tácito, o abraço tomando o corpo todo, infindáveis partículas cobrindo braços, pêlos, pernas e lembranças. O mar cobria o corpo de Clarice e Ana, o azul marítimo sobre a pele branca, o universo todo inebriado com o encontro.</p>
<p>- Olha, Ana, é o abraço do mar!<br />
- Vó, o que é?<br />
- É o encontro das borboletas azuis com as margaridas! Vê, Ana! Vê!</p>
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